A história do Carpaccio, famoso antepasto italiano

Os antepastos italianos possuem papel de destaque na culinária Italiana, e com o tempo ganharam o mundo e a mesa de muitas pessoas pela interessante combinação de sabores.

O Carpaccio é um exemplo de um antepasto italiano que faz sucesso. As famosas lâminas bem finas de carne crua ganharam o paladar das pessoas, e hoje já existem muitas variações. Ao contrario do que a maioria acredita o Carpaccio não é um prato tão antigo como parece.

Criado na década de 50 pelo grande Giuseppe Cipriani, o Carpaccio assim como muitos pratos possui uma história bem interessante e curiosa. Giuseppe era dono do Harry’s Bar em Veneza, e recebeu a Condessa Amália Nani Mocenigo em seu estabelecimento. Frequentadora assídua do lugar, Amália pediu um prato leve, que não poderia ter carne assada ou cozida, pois era uma recomendação médica.

Então, Giuseppe criou o Carpaccio (que não é levado à cocção), e como acompanhamento fez um molho que em sua receita original, é composto de maionese, molho inglês, suco de limão, leite, sal e pimenta do reino branca.

O Carpaccio original é feito com carne bovina, e o nome é uma homenagem a Vittore Carpaccio, famoso pintor Renascentista que usava a cor vermelha em suas pinturas, lembrando a carne crua.

Depois de ter conquistado a Europa, o Carpaccio chegou ao Brasil na década de 70, trazido por Massimo Ferrari, que colocou em seu restaurante em São Paulo.

O Carpaccio não só conquistou os Brasileiros, como a técnica de fazer finas lâminas com os alimentos caiu no gosto dos chefs de cozinha, que hoje usam da criatividade para criar carpaccio de vários tipos. A carne mais usada para fazê-lo é o lagarto, mas nada impede de usar um filé ou até mesmo um cordeiro.

Seja ele um carpaccio de polvo, palmito pupunha, peixe ou o tradicional de carne bovina, o fato é que esse antepasto Italiano além de ter uma história muito interessante, possui uma técnica de preparo que nenhum outro prato possui, fazendo dele um diferencial.

 

Fonte: http://bit.ly/S2ehwV

10 curiosidades sobre a língua italiana que você precisa saber

“A língua italiana não é uma instituição imposta por um órgão superior, mas um conjunto de regras comuns e em evolução. Porosa, mutável, flexível, às vezes nervosa, mas muito fascinante: para escrever na internet (e não somente) significa primeiramente conhecer e saber respeitar as regras.

1. Um clássico

Começamos com um clássico: qual è ou qual’è? A resposta correta é SEM o apóstrofo (qual è) porque é a supressão da vogal final da palavra “quale”, não sendo uma elisão. Outros casos semelhantes: qual buon vento, buon uomo, nessun dublo.
“Qual’è” escrito desta forma deve ser considerado um erro. Mas é um erro que enganou até mesmo um autor Roberto Saviano, que no Twitter escreveu: qual è apostrofado.

2. A letra d eufônica

As conjunções “e“, “o” e a preposição “a” necessitam da adição do “d” para melhorar a fusão com a palavra seguinte que começa com uma vogal. Mas inserir o d eufônico na frente de uma vogal que seja diferente das acima é errado? Existe opiniões divergentes, mas seguindo a regra geral não tem erro: o d eufônico é usado entre vogais iguais (ex.: ed ecco, ad altri, ad amici) com algumas exceções (ad esempio).

3. A pronúncia faz a diferença

No complexo mundo da língua italiana há uma diferença que poucos respeitam: entre o acento grave para a vogal aberta (caffè) e acento agudo para a vogal fechada (percha). Os comuns mortais a ignoram, mas um bom jornalista tem a obrigação de respeitá-la e honrá-la.

4. Você sabia que …

As reticências podem dar a uma frase a quantidade exata de suspense, podem esconder declarações que você não quer ou não pode escrever. São perfeitas para dar a ideia de discurso, mas não exagere. E você deve usá-las da maneira correta:
• Os pontos de reticências são três, e nenhum a mais.
• Após os pontos de reticências, há sempre um espaço.
• Caractere único: não há espaço entre os pontos.
Depois das reticências precisa usar de letra maiúscula? Se estiver indicando uma pausa dentro da frase a resposta é não, mas se forem colocadas no final da frase então se recomeça com a maiúscula.

5. Entusiasto ou entusiasta?

A segunda opção, sem dúvida. Porque a palavra “entusiasta” pertence aos nomes comuns de dois gêneros, palavras que não têm nenhuma distinção de gênero. Entre elas podemos destacar também cantante, nipote, interprete, negoziante . Então, como reconhecer o masculino ou feminino dessas palavras? A partir do artigo, do adjetivo que precede a palavra ou de outras concordâncias no interior da frase. (Ex: Questo signore è un cantante famoso. (Este senhor é um cantor famoso) – La mia nipote ha 4 anni. (A minha neta/sobrinha tem 4 anos).

6. Uma pequena curiosidade

Quase todas as palavras italianas têm um acento tônico. Graficamente são acentuadas somente aquelas que o acento tônico cai na última letra. (Ex.: Perù , Gesù…) ou palavras monossílabas que poderiam criar confusão (como ““= verbo “dare”contra “da” preposição).
Mas toda regra tem suas exceções: o pronome “sé” necessita o acento para não ser confundido com “se” conjunção, porém se este vem seguido da palavra “stesso” ou “medesimo” perde o acento.

7. Imperativo

Os webwriter conhecem bem o imperativo, pois é um recurso fundamental para construir uma “call to action efficace“, para convencer o leitor a se inscrever na newsletter, a deixar um comentário ou para comprar um produto.

Entre as características deste verbo temos a supressão com apóstrofo de alguns verbos na segunda pessoa do singular como: va’ (vai), da’ (dai), sta’ (stai), di’ (dici), fa’ (fai) – que podem ser confundidos com a terceira pessoa do singular do presente do indicativo.

8. Erro, mas também não

A conjunção “e” foi por muitas vezes objeto de não-erro, mal-entendidos que a professora marcava com a caneta vermelha, porque assim aconselhavam os antigos manuais de gramática.

O primeiro não-erro diz respeito ao início de uma frase com a letra “E“, uma escolha fundamental para dar ritmo e continuidade em um texto. Em seguida temos a vírgula antes da conjunção “e”: alguns defendem que é importante colocar a vírgula quando se pretende dar uma pausa mais incisiva no texto.

9. O prazer da retórica

A língua italiana é cheia de figuras de linguagem, artifícios que permitem ao interlocutor de brincar com palavras como o Polissíndeto. Ou seja, a repetição da conjunção com o objetivo de dar especial ênfase à enumeração: “Sono andato in spiaggia e in montagna e in campagna” (Eu fui na praia e na montanha e no campo).
A Anadiplose é outra figura de linguagem que permite destacar as palavras-chave e lembrar aos leitores um determinado assunto. Basta repetir uma palavra no final e no início de uma parte do discurso: “Io sono stanco, stanco di ripetere le cose” (Estou cansado, cansado de repetir as coisas).

10. Substantivos: por que abusar deles?

A última curiosidade é dedicada ao abuso dos substantivos. Cancellare se torna cancellazione, distribuire se trasforma em distribuzione: por que transformar a agilidade linguística do verbo em algo estático como o substantivo? Um texto simples e eficaz, reduz (mas não elimina) o uso de advérbios e adjetivos, optando por uma comunicação ativa, direcionada para a ação.

 

Fonte: http://bit.ly/29hXoXj